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Edição de livros em Portugal

Jorge Santos e José Soares Neves

1 de agosto de 2019

O Instituto Nacional de Estatística (INE) recolhe e publica informação sobre edição de livros em Portugal. Uma sistematização dos indicadores disponíveis no INE para o período 2004 a 2012 foi publicado em Neves, Beja, Santos e Santos (2014).

No presente texto faz-se uma atualização das séries longitudinais para os anos posteriores dos indicadores número de empresas, volume de negócios e valor acrescentado bruto (VAB). Inclui-se ainda um outro indicador, disponível a partir de 2008, sobre os subsídios à exploração.

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Empresas

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No que diz respeito às empresas com atividade de edição de livros constata-se um aumento do seu número de 387 em 2004 para 440 no último ano considerado, o que constitui uma taxa de crescimento de 14% (gráfico 1). No entanto, verifica-se alguma oscilação anual, em alta no período após 2013 (ano com o segundo número mais baixo a seguir a 2004), ou seja, situam-se nos anos mais recentes os valores mais altos da série: 445 (2016) e 440 (2017).

Graf. 1.png

Volume de negócios

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No que diz respeito ao volume de negócios, o ano de 2017 regista o valor mais baixo da série (gráfico 2), com €316 milhões, demonstrando uma variação negativa de 9% face ao valor de 2004 (€349 milhões). No período considerado são visíveis duas tendências cujo ano de viragem é 2008: crescimento até aí, diminuição depois, quebra que se acentua significativamente nos anos mais recentes.

Graf. 2.png

Valor acrescentado bruto

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Os valores do VAB apresentam no período uma quebra nos anos mais recentes face aos dos anos de 2004 e 2005 (gráfico 3). Em 2017 regista-se o valor mais baixo (€84 milhões), uma variação negativa de 10% em relação ao valor de 2004 (€93 milhões). Entre 2006 e 2010 o VAB manteve-se relativamente estável, sempre acima dos €101 milhões.

Graf. 3.png

Subsídios à exploração

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Relativamente aos subsídios à exploração das empresas do sector editorial (gráfico 4) verificam-se valores muito elevados em 2013 e 2014 (acima dos €833 mil), para apresentar um decréscimo a partir daí, registando em 2017 o seu valor mais baixo, com €509 mil. Tendo em conta os anos limite da série a taxa de variação é negativa (28%).

Graf. 4.png

Nota metodológica:

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O INE considera Editoras de livros as empresas que desenvolvem essa atividade de forma principal. Enquadram-se na Subclasse 58110 (Edição de livros), da Divisão 58 (Atividades de edição), da Secção J (Atividades de informação e de comunicação) da CAE Rev.3 (INE, 2017).

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O Volume de negócios consiste na quantia líquida das vendas e prestações de serviços (abrangendo as indemnizações compensatórias) respeitantes às atividades normais das entidades, consequentemente após as reduções em vendas e não incluindo nem o imposto sobre o valor acrescentado (IVA) nem outros impostos diretamente relacionados com as vendas e prestações de serviços. Na prática, corresponde ao somatório das contas 71 e 72 do Plano Oficial de Contabilidade.

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O Valor acrescentado bruto (VAB) refere-se ao valor bruto da produção deduzido do custo das matérias-primas e de outros consumos no processo produtivo.

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Os Subsídios à exploração são as transferências correntes sem contrapartida que as administrações públicas ou as instituições da União Europeia fazem no quadro da respetiva política económica ou social a produtores mercantis residentes e a outros produtores residentes pela sua produção mercantil com o objetivo de influenciar os seus níveis de produção e os seus preços e/ou de tornar possível uma remuneração adequada dos fatores de produção (como por exemplo, subsídios para a criação de postos de trabalho, estágios profissionais ou em projetos apoiados por fundos europeus).

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A informação é recolhida através do Sistema de Contas Integradas das Empresas (SCIE), principal fonte desde 1994, que foi reformulado em 2004 de modo a aproveitar outras informações fiscais administrativas disponíveis e, desde 2006, com enfase na Informação Empresarial Simplificada (Sociedades) e Informação fiscal (empresas individuais), o que veio permitir uma maior cobertura do universo das empresas, com a inclusão dos profissionais liberais e o uso de informação mais exaustiva. Com a entrada em vigor, em 2010, do novo Sistema de Normalização Contabilística (SNC), o INE disponibilizou uma nova série de estatísticas das empresas com início no ano de 2004. Este sistema permitiu passar a recolher dados relativos ao número de empresas, de pessoal ao serviço, dos custos e perdas, e dos proveitos e ganhos, entre outros. O SNC está harmonizado pelo que é possível a comparação a nível europeu.

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Âmbito geográfico:

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Portugal

 

Referências

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Neves, José Soares (coord.), Rui Beja, Jorge Alves dos Santos e Jorge Augusto Santos (2014), Comércio livreiro em Portugal - Estado da arte no início da segunda década do século XXI, Lisboa, APEL.
INE (2007), Classificação Portuguesa das Actividades Económicas REV. 3, Lisboa, INE.

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Webgrafia

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INE – Instituto Nacional de Estatística, <www.ine.pt>.

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